Conhecer os próprios vieses é o primeiro passo para investir melhor (Foto: Vlada Karpovich/Pexels) Humanos são seres racionais — ou pelo menos gostamos de acreditar nisso. Mas quando o assunto é dinheiro, a razão frequentemente perde para a intuição. Estudos de finanças comportamentais mostram que o retorno médio dos investidores é sistematicamente menor do que o retorno médio do mercado. A diferença não está na falta de informação. Está nas armadilhas dos investimentos que nossa própria mente cria — e na forma como cada investidor toma suas decisões. Conhecer os próprios vieses é o primeiro passo para investir melhor (Foto: Vlada Karpovich/Pexels) O economista e gestor James Montier dedicou o livro The Little Book of Behavioural Investing a mapear os principais vieses psicológicos que levam investidores a tomar decisões ruins. A conclusão central é incômoda: muitas vezes, o maior inimigo do investidor não é o mercado, não é a economia, não é o governo. É ele mesmo. Leia...
Desacelerar, ouvir um disco do início ao fim e trocar as telas pelo presente: o verdadeiro santuário da atenção. (Foto: Gemini) Se você tentou colocar um disco para tocar ou assistir a um filme do início ao fim nos últimos dias, provavelmente sentiu aquela coceira familiar na ponta dos dedos. Uma urgência invisível, mas quase física, de pegar o celular na mesa, destravar a tela e checar se chegou alguma notificação: é sobre isso que se trata a Economia da Atenção. Não se culpe: a sua força de vontade não ficou fraca por acaso. O seu cérebro está passando por um processo de escavação contínua e sistemática. Em uma entrevista recente do escritor e ativista Peter Schmidt no programa Roda Viva , ele utilizou uma analogia muito interessante. Ele comparou a atuação das grandes empresas de tecnologia ao fracking, aquela técnica agressiva da indústria petrolífera que injeta água e químicos a altíssima pressão para fraturar rochas profundas e extrair até a última gota de gás natural. D...